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A pílula do dia seguinte é usada pelas
adolescentes com base em informação obtida junto de amigos e, por
vezes, para “evitar doenças sexualmente transmissíveis”. As
conclusões são de um estudo realizado por alunos finalistas da
Escola Superior de Saúde de Bragança, junto de uma escola
secundária, a uma amostra de 60 adolescentes com idades entre os 15
e os 19 anos.
Incidindo sobre o uso da pílula do dia seguinte, o estudo constatou
que, das 60 jovens inquiridas, 43 por cento já recorreu à toma desta
pílula. Porém, constatou-se também que a informação sobre
sexualidade é obtida, na maioria das vezes, junto do grupo de
amigos, o que poderá explicar alguma desinformação.
Para além de 22 por cento das inquiridas ter confirmado a toma da
pílula do dia seguinte mais do que duas vezes num ano, 10 por cento
respondeu que o motivo que esteve na origem da toma foi o de “evitar
doenças sexualmente transmissíveis”.
A pílula do dia seguinte é um método de contracepção de emergência
usado, apenas, para evitar uma gravidez não desejada. A Associação
de Planeamento Familiar aconselha o uso deste método quando não é
utilizado nenhum método contraceptivo, ou quando houve uma falha
acidental. Em caso algum, a pílula do dia seguinte pode ser
considerada abortiva, já que é totalmente ineficaz após a
implantação do ovo. Recorde-se ainda que este é um método de
emergência que apenas evita a gravidez, não protegendo contra
nenhuma doença sexualmente transmissível.
No caso da utilização recorrente da pílula de emergência, o estudo
refere ainda que “as altas dosagens de hormonas podem causar aumento
da tensão arterial, trombo – embolismo e desequilíbrio hormonal,
constituindo uma grave agressão ao organismo”.
A aquisição desta pílula foi feita, em 33 por cento dos casos, junto
de farmácias, sendo que apenas 10 por cento das inquiridas recorreu
ao Centro de Saúde. O estudo refere ainda que a maioria das jovens
inquiridas, 67 por cento, não frequenta consultas de planeamento
familiar, apontando como razões “a falta de incentivos”, o facto de
“não terem dúvidas” e a “falta de tempo”.
As adolescentes devem dirigir-se
ao Instituto Português da Juventude (IPJ) e ao Centro de Saúde para
obter informações sobre o uso desta pílula.
Vinhais.com.sapo.pt
06-03-2007
12:23 |