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Universidade Católica interessada na Escola de Enfermagem

A Escola Superior de Enfermagem de Chaves poderá vir a ser integrada na Universidade Católica. As negociações entre as duas instituições estão em curso e este será o novo ciclo de vida do estabelecimento evocado pelo presidente da Câmara da Chaves (que por inerência preside também à associação que detém a Escola) para, a três meses do fim do mandato, demitir do cargo de director da Escola António Silva.
No âmbito das negociações com a Universidade Católica, já houve duas reuniões entre responsáveis das duas instituições. A terceira estará para breve. E em análise estarão duas hipóteses: a integração total da Escola, incluindo a compra das instalações por parte da Católica, ou a simples supervisão pedagógica, sem a qual a unidade flaviense poderá ter sérios problemas de sobrevivência no futuro, nomeadamente no que diz respeito ao número de professores doutores exigidos por Lei.
No entanto, de acordo com o presidente da Câmara, além da Católica, já outras instituições terão mostrado interesse na Escola que, de forma autónoma e sem a criação de novos cursos, poderá igualmente enfrentar problemas de viabilidade económica.
Além de suportar os custos com a amortização do empréstimo para a construção das instalações, que ultrapassou os três milhões de euros, as propinas dos alunos - cuja tendência é diminuírem - têm ainda de suportar todas as outras despesas de fun-cionamento da instituição.
As negociações com a Católica surgem depois de falhada a integração da Escola na rede pública de ensino, através da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.
Apesar de o processo ter sido iniciado, e de o Governo ter inclusivamente prometido novos cursos, transformando o estabelecimento numa Escola Superior de Saúde,  nunca conheceu grandes avanços. Contactado pelo Semanário TRANSMONTANO,  o vice-presidente da UTAD, Carlos Sequeira, garante que não foi por falta de empenho da Universidade que a “fusão” não aconteceu. “Fizemos tudo!”, frisou, remetendo responsabilidades para a política do Governo. Carlos Sequeira referiu ainda que a UTAD também tudo tem feito para a manutenção dos pólos da UTAD em Chaves e em Miranda do Douro. No entanto, em relação a esta questão reafirmou o que já dissera o reitor da UTAD: que as duas delegações serão encerradas, caso não haja da parte do Governo “vontade expressa” em apoiar a sua manutenção “com qualidade”.

 

Fonte:  Semanário TRANSMONTANO

 

Vinhais.com.sapo.pt

30/04/2007