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Em 2006
estrearam-se 22 filmes portugueses, quase o
dobro de 2005, mas o cinema nacional
representou apenas 7,7% de todas as 284
longas-metragens estreadas ao longo do ano,
informou o ICAM.
De acordo com
o Instituto do Cinema, Audiovisual e
Multimédia, 2006 registou um aumento de 69%
de estreias de filmes portugueses nas salas
de cinema, já que em 2005 se estrearam
apenas 13 filmes nacionais.
Dos 284 filmes
estreados em 2006, a supremacia é das
produções norte-americanas, com 117
estreias.
As 22
longas-metragens e três curtas portuguesas
estreadas em 2006 ficam muito aquém da
produção registada em 2004, que contabiliza,
segundo o ICAM, 39 estreias comerciais.
A encabeçar as
produções portuguesas de 2006 está «Filme da
Treta», de José Sacramento, com 278 mil
espectadores.
O filme mais
visto de 2006 foi «Código Da Vinci», de Ron
Howard, com 756.770 espectadores.
Na tabela dos
filmes portugueses, em segundo lugar, e
muito distante de «Filme da Treta», surge
«Coisa Ruim», de Tiago Guedes e Frederico
Serra, com 29.239 espectadores.
Das 22
longas-metragens estreadas, cinco foram
documentários, sendo «Lisboetas», de Sérgio
Tréfaut, o de maior sucesso de bilheteira,
com 15.246 espectadores.
«Brumas»,
documentário de Ricardo Costa, foi o filme
com a pior prestação nas salas de cinema,
totalizando apenas 24 espectadores.
«Vanitas», de
Paulo Rocha, foi visto por 493 portugueses e
«O Veneno da Madrugada», de Ruy Guerra,
sendo uma co-produção de Portugal, Argentina
e Brasil, teve 192 espectadores. |